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AVES DO MUNDO:
UMA LISTA ILUSTRADA

VOLUME 1 – NÃO PASSERIFORMES

DISPONÍVEL EM FORMATO PDF (35 MB)

AVES DO MUNDO:
UMA LISTA ILUSTRADA

VOLUME 2 – PASSERIFORMES

DISPONÍVEL EM FORMATO PDF (37 MB)

AVES DO MUNDO:
LISTA DE NOMES PORTUGUESES

QUINTA EDIÇÃO: 1 OUTUBRO 2026

DISPONÍVEL EM FORMATO PDF (6 MB)

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Resumo das principais alterações

A atualização para a versão 15.2 (em comparação com 13.2) inclui 165 espécies adicionadas em resultado de divisões taxonómicas, 91 eliminadas por fusão e 5 outras novas espécies. Cerca de 146 espécies são abrangidas por revisões, adaptações ou correções dos nomes portugueses. Foram ainda atualizados os nomes científicos de cerca de 210 espécies sem alteração relevante do nome português, e 18 espécies foram transferidas entre famílias. Estas categorias não são mutuamente exclusivas, uma vez que uma divisão taxonómica pode também implicar a revisão dos nomes portugueses.

Entre as alterações mais relevantes:

– Trogonidae – novos nomes no género Trogon (trogões) após divisão do complexo T. rufus, incluindo trogom-dourado-nortenho (T. tenellus), trogom-dourado-ocidental (T. cupreicauda), trogom-dourado-amazónico (T. rufus) e trogom-dourado-atlântico (T. chrysochloros).

– Pittidae – novos nomes em Pitta (pitas) resultantes da divisão do complexo P. sordida: pita-de-capuz-ocidental, pita-de-capuz-de-nicobar, pita-de-capuz-de-minahasa, pita-de-capuz-oriental e pita-de-capuz-de-biak.

– Cuculidae – vários novos nomes e revisões em Coccycua, Piaya, Chalcites e outros géneros (cucos), incluindo cuco-ruivo (Coccycua minuta), cuco-miador (Piaya cayana), cuco-de-bico-longo (Chalcites megarhynchus) e cuco-bronzeado-de-horsfield (C. basalis).

– Campephagidae – ampla revisão dos nomes de Coracina e Edolisoma (lagarteiros), acompanhando numerosas divisões e a uniformização dos topónimos, com nomes como lagarteiro-de-mindoro, lagarteiro-das-vissaias, lagarteiro-de-mindanau, lagarteiro-de-sulu, lagarteiro-de-malaita e lagarteiro-de-sangihe.

– Parulidae – revisão de vários nomes de mariquitas norte-americanas, incluindo mariquita-de-tolmie (Geothlypis tolmiei), mariquita-carpideira (G. philadelphia), mariquita-mascarada-baamense (G. rostrata) e mariquita-baamense (Setophaga flavescens).

– Turdidae, Muscicapidae, Dicaeidae e Nectariniidae – numerosos novos nomes e revisões associados sobretudo a divisões de complexos asiáticos e insulares, incluindo tordo-de-mindoro, tordo-das-molucas, shama-das-vissaias, pica-flor-das-kai, pica-flor-cambojano, beija-flor-de-palawan e beija-flor-das-flores.

– Motacillidae – separação de Anthus japonicus, agora petinha-siberiana, acompanhada pela revisão de A. gustavi para petinha-de-pechora, refletindo melhor a distribuição das duas espécies.

– Fringillidae – divisão do pintassilgo Carduelis carduelis em dois, com adoção de pintassilgo-europeu para C. carduelis e pintassilgo-oriental para C. caniceps.

– Corvidae, Paradisaeidae e Paridae – algumas revisões específicas destinadas a acomodar rearranjos taxonómicos ou evitar duplicações: Corvus typicus passa a gralha-flautista; em Lophorina (aves-do-paraíso), ave-do-paraíso-soberba-grande passa para L. latipennis e L. superba fica como ave-do-paraíso-de-doberai; e Parus cinereus passa a chapim-oriental após a fusão envolvendo o chapim-japonês.

– Uniformização de topónimos – revisão sistemática dos nomes portugueses para utilizar de forma consistente os mesmos topónimos e formas adjetivais. Entre as formas agora uniformizadas encontram-se cingalês/cingalesa, Vissaias, Ponapé, Engano, Celebes, Molucas, Mindoro, Mindanau e outras designações insulares. Exemplos incluem pombo-cingalês (Columba torringtoniae), rola-cuco-de-engano (Macropygia cinnamomea), bocarra-das-vissaias (Sarcophanops samarensis) e guarda-rios-de-ponapé (Todiramphus reichenbachii).

– Uniformização da estrutura dos nomes – reposicionamento sistemático de qualificativos como grande, pequeno e rabilongo, por exemplo galo-grande-das-artemísias, galo-pequeno-das-artemísias, pica-pau-grande-de-nuca-amarela, pica-pau-pequeno-de-nuca-amarela, charlatão-pequeno-de-colar e charlatão-grande-de-colar.

– Correções ortográficas e de grafia – adoção de êider nas quatro espécies de Anatidae (êider-de-steller, êider-de-lunetas, êider-real e êider-comum) e uniformização de pica-pauzinho em todas as espécies de Picumnus (Picidae), substituindo picapauzinho. Outras correções incluem tinamu-tataupá (Crypturellus tataupa; anteriormente tinamu-tatáupá), noitibó-núbio (Caprimulgus nubicus; correção de notibó), mesito-castanho (Mesitornis unicolor; correção de uma gralha), cortiçol-de-duas-golas (Pterocles bicinctus; correção da cedilha) e pombo-terrestre-de-norfolk (Pampusana norfolkensis; correção de uma gralha).

– Alterações de enquadramento familiar – transferência das espécies de Bucorvus para Bucerotidae, Alcippe para Leiotrichidae, de Salpornis para Salpornithidae, de Nesospingus e Spindalis para Phaenicophilidae, e de Icteria virens para Icteridae; com estas alterações, algumas famílias deixam de ser consideradas válidas.

As restantes alterações correspondem sobretudo a mudanças de género, prioridade nomenclatural ou correções dos nomes científicos que não modificam o nome português.